segunda-feira, 26 de setembro de 2016

TEMER OU NÃO TEMER? EIS A QUESTÃO (L.P.C.00006.07122015.18032016)

Comecei a ler o texto pela manhã. Bobagem. Mais uma notícia ilegítima propagada por aí. Perda de tempo. Jornal do almoço. A carta é manchete. Fala sério! Ele realmente escreveu isso? Tudo bem. Talvez a redação simples tenha frustrado minhas expectativas e me confundiu. A matéria segue com Temer questionando quem poderia ter cometido tamanha indiscrição a ponto de divulgar uma carta particular. Poxa. Que chato, não? Ainda bem que a carta só fala bem dele. Exalta suas habilidades políticas. Assinala sua insatisfação com a gestão atual. E tudo em um texto super sintético. Ideal para uma nação que não tem o hábito de ler. No meio da tarde voltei a ler a carta, por desencargo de consciência. Teorias da conspiração à mil. Mais uma vez, preciso dizer. Que sorte a nossa um resumão deste vir à público. Se não, como conheceríamos as façanhas deste personagem temível? Poupa tempo, mas não supera os hilários memes sobre o assunto. Ao final da carta, a primeira impressão se confirma. Quanta bobagem. Quer dizer... Ainda que confirmada a autoria. Muito oportuno não concordar o governo aí instaurado, mas ao mesmo tempo não dizer nada que tenha repercussão jurídica, como teria uma renúncia, por exemplo. Muito conveniente que tenha sido levada à público. No atual contexto político, que inclui um pedido de impeachment da Chefe de Estado, penso que há grandes chances de conquistar a simpatia do Brasil. Carente que o país está de um herói nacional, talvez Temer emplaque. Joaquim Barbosa? Sérgio Moro? Japonês da Lava Jato? Temer, ou não Temer? Eis a questão.