Tema
interessante, mas vejo com ressalvas, sob a ótica cristã de que, basicamente, o homem não tem poder, em si
mesmo, para mudar sua natureza caída, egoísta e má. Ao contrário, depende
do poder do Espírito Santo para isso.
Anotações:
Apenas profundas vivências de autoconhecimento são capazes de me tirar do estado de animosidade crônica.
Quando me sinto querido, me torno mais interessante e quanto mais interessante sou, mais me torno querido. É necessário tomar o primeiro passo. Para isso devo atender minha vocação legítima ao colaboracionismo, fazendo o bem, sendo útil, desinteressadamente, ou seja, não por projeção, mas por empatia, percebendo o outro.
É mais fácil perceber e ser percebido por pessoas com quem se tem afinidade, contudo, com o aperfeiçoamento da saúde das relações com quem se tem afinidade, se aprende a melhorar as demais relações, aquelas que envolvem baixo grau de afinidade. Nestas, devo focar nos pequenos pontos em comum e vou desenvolver comunhão, confiança, etc. Trata-se de um patrimônio que permite, inclusive o exercício da oposição amistosa. Portanto, ser amado é de certo modo uma opção. Quanto mais rigoroso sou comigo mesmo, mais sou nos meus relacionamentos com os outros. Quanto mais generoso sou, mais generosos serão comigo. Gero segurança e entendimento em vez de julgamento. Se planto rejeição, colho rejeição. Devo me aperfeiçoar em ser bom em mim mesmo.
Atitudes que influenciam em se tornar interessante ou desinteressante: ser educado; fofocar; desabafar em cima do outro, por exemplo humilhando uma pessoa hierarquicamente inferior, em função servil, etc; desabafar com o outro, sem escrúpulos, usando ele sem limites, aproveitando-se da sua boa energia; não saber ouvir, ou seja, perceber quando se deve ser imparcial, quando se espera ou não uma opinião, se é ou não para falar em resposta; não há justificativa para ser grosseiro, ou seja, a intimidade das relações informais, por exemplo, familiares, não são licença para grosserias; falar demais; ser repetitivo; ser invasivo e me intrometer, sem sequer pedir licença ou autorização para dar o palpite, opinião ou sugestão; inveja destrutiva; ser inconfidente; ser indiscreto; desenvolver o perfil gozador, irônico ou sarcástico, rindo da desgraça alheia, humilhando, agindo com desdém, o que é diferente de ter bom humor e rir de si mesmo; Falar o que penso sem educação; Humilhar outros; Tratar com desdém; Andar mau-humorado, sem focar na alegria, delegando aos outros a tarefa de administrar meu mau-humor.