domingo, 28 de janeiro de 2018

AS REGRAS DO JOGO (L.P.C.00040.20042016.29082016)

Não há de se acrescentar. O liberalismo político, com seus métodos artificiais, mascara a situação econômica, impedindo que as pequenas fissuras sejam levemente amortecidas pelo sistema, e quando de inopino aparece, já não podem ser reparadas, levando a grandes rachaduras, ruína de setores importantes e até ao desmoronamento.



Isabel Bonig, parlamentar espanhola pelo Partido Popular - PP, o partido conservador da Espanha, responde à parlamentar comunista Marina Albiol sobre o papel do Estado e a diferença entre o público e o privado, e sobre o incentivo à iniciativa privada na Constituição espanhola.

"Qualquer governo democrático no selo de uma democracia como é a do nosso país, defende o que estabelece a Constituição. Devo lembrar que a Constituição reconhece a economia de livre mercado. A economia de livre mercado! E a economia de livre mercado pressupõe o reconhecimento da iniciativa privada. Já sei que os senhores não gostam da iniciativa privada. Já sei que vocês são de "serveis públics de qualitat"  em Valência. Tudo, absolutamente tudo público. Mas faço-lhes uma reflexão. Não se pode manter o Público arruinando o Privado. E são o Privado e a Iniciativa Privada os que geram emprego e riqueza para manter o estado de bem-estar. Vamos ver se os senhores aprendem que nos anos 80 e 90 o Muro de Berlim caiu. O modelo econômico dele foi um desastre e um fracasso econômico, cultural e socialmente. Nós podemos ir a todas as manifestações que o senhor queira. Podemos hastear todas as bandeiras. Os senhores sempre vencerão. Porque, temos que reconhecer, a esquerda trabalha pouco, mas é a primeira que mobiliza. Temos que reconhecê-lo. Mas administrar! Nada de nada. A história da Espanha e da Europa estão aí. É que isso é um Estado de Direito, senhora Albiol. Você cobra, porque está num Estado de direito! Se o senhor não gosta, deixe sua cadeira e vá à Cuba! Mas se está aqui, respeite os direitos. Respeite o ordenamento jurídico e utilize os instrumentos que o Estado de Direito dá."

*Inspirado em publicação de Jairo Eduardo no Jornal Pitoco.